A maioria das empresas ainda está longe da transformação digital

LLYC
por
25 Outubro 2021

A pandemia acelerou o processo de digitalização das empresas. No entanto, a maioria (56,2%) ainda se encontra nas fases iniciais da sua transformação. Apenas 10,8% atingiram o nível mais alto de desenvolvimento, segundo o primeiro relatório Deep Digital Journey publicado pela LLYC. Para realizar este estudo, que faz parte do lançamento da nova unidade de Deep Digital Business da empresa, foram consultados mais de 200 executivos de marketing e comunicação de grandes empresas pertencentes a 16 setores e 12 países da Europa e América.

O documento tenta descobrir em que fase estão as empresas na sua jornada de transformação digital, que vai para além da digitalização uma vez que implica uma mudança cultural. Para isso, foram criadas quatro fases, desde a atividade mínima da marca no ambiente digital até à evolução máxima que uma empresa pode alcançar na automatização dos seus processos. Embora 41% dos inquiridos se considerem avançados ou especialistas, o relatório apresenta as seguintes conclusões:

34% das empresas desenvolvem práticas típicas da fase mais inicial da transformação digital (Digital Being).
22,2% estão no segundo nível (Digital Optimization), a afinar ferramentas e processos digitais.
33% consideram que se encontram numa fase avançada (Digital Data Driven), na qual as atividades das suas diferentes áreas de negócio, assim como processos ou plataformas, são adaptadas ao ambiente digital.
10,8% estão na fase mais alta (Deep Digital) e já funcionam com uma visão de planeamento e execução totalmente digital.

Por outras palavras, a maioria das empresas ainda não está a meio do seu processo de transformação digital.

Por setores, existem grandes diferenças. O do Turismo e Lazer (companhias aéreas, plataformas de viagens ou empresas de entretenimento) é o melhor posicionado. Cerca de 30% das empresas inquiridas neste segmento encontram-se na fase mais alta. Seguem-se a Tecnologia e Telecomunicações e Consultoria e Serviços Jurídicos, com quase 20%. Por outro lado, o setor público parece ser o mais atrasado, com 70% das empresas na fase mais inicial da transformação digital.

Outras conclusões

Outras informações podem ser obtidas a partir deste relatório:

57% das empresas concentram-se mais em si próprias do que nas pessoas (clientes, funcionários ou stakeholders), quando são os protagonistas do seu negócio e a base do seu sucesso. A maioria não tem uma estratégia people centered.
– As empresas com um maior grau de transformação digital geram mais negócios através dos seus canais digitais: mais de 70% das empresas na fase Deep Digital já geram mais de 20% das receitas por essa via.
– Apesar do seu papel fundamental, 73% das equipas de marketing e comunicação não utilizam modelos de IA (Inteligência Artificial) nas suas comunicações ou campanhas.

O estudo concluiu que as empresas e instituições precisam de mudar o foco de atenção em si próprias para as pessoas para estabelecer relação com elas. Além disso, devem intensificar a sua viagem rumo a um autêntico processo cultural de transformação digital que implica o Deep Digital Journey para aumentar a geração do seu negócio digital. Só as empresas que evoluem nessa direção estarão preparadas para este momentum digital e para se antecipar ao seu ambiente.

Adolfo Corujo, Chief Strategy and Innovation Officer da LLYC, afirma: “A verdadeira transformação digital que o Deep Digital Journey implica está ligada a processos complexos de transformação cultural e não apenas a avanços tecnológicos ou à digitalização de certas práticas. As empresas estão a fazer um enorme esforço para evoluírem e se adaptarem à inovação digital, mas, ao longo do caminho, encontram resistências lógicas de uma mudança que é mais profunda e radical do que parece.”

Ibo Sanz, Global Tech & Digital Strategy da LLYC, destaca: “Os departamentos de marketing e comunicação têm um papel fundamental a desempenhar no fenómeno da transformação digital e nos avanços dos processos de digitalização. O seu trabalho como responsáveis pela interação entre as marcas e as pessoas de quem gostam coloca-os no centro da exposição à inovação provocada pelas tecnologias exponenciais.”

Para conhecer mais resultados do estudo, clique aqui.

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